segunda-feira, 14 de março de 2011

E tudo. E tanto. E sempre.

Não fosse o rancor e o orgulho aos berros exigindo o meu silêncio, diria – assim, olhando bem fundo nesses seus tão meus pequeninos olhos - sinto uma falta escandalosa daquele seu jeito de me amar desenfreadamente. Você fodeu tudo no final do roteiro, é verdade – pensemos no lado doce, deixe o amargo no fundo da memória que de dor as costas andam fatigadas.

E bate uma invejinha branca à la Caio F. Parabenizo-lhe, eu acho, por alimentar coragem de seguir sem medo e se entregar com todas as forças ou mesmo interromper um beijo para me olhar nos olhos e dizer as três palavrinhas mágicas; ser persistente o suficiente até o tempo permitir a reciprocidade – e permitiu. Olha, baby, em pleno capitalismo de séc. XXI amantes assim vão ficando escassos. Uma espécie de seca do amor, sabe-se lá o que tem na cabeça desse povo – lamentavelmente nosso povo.

Manhã de verão nublada e você sem entender porcaria nenhuma. Não precisa. Vou desabafando assim aos pouquinhos que o seu coração vai escutando – eu sei que sim. Vezenquando essa saudade grita, corta, sangra e eu guardo cá esse caos dentro de mim e finjo que amanhã tá tudo bem - tudo zen, meu bem. Há de nascer o sol, dear – não era assim que você dizia? E, pasme. Pasme assim sem ponto de exclamação pra não soar desesperada. Um ano. Vês? Um ano. O show, ela - minha garganta estranha quando não te vejo, eles, algumas cervejas e, por fim, nós. E assim pelos seguintes seis meses. O cinema, a família, os finais-de-semana-casadas-preparando-café-da-manhã, Os 500 dias Com Ela distraindo os pés entrelaçados debaixo do cobertor e todos os outros afins que palavras expressariam mediocremente e o 12-de-junho estagnado na memória. Sem esquecer de citar, obviamente, a sua ousadia de amar sempre tão posta-à-prova contrastando feito o preto no branco o meu medo de ser sua. E fui.

Finjo indiferença ao ouvir sua voz e saber que ainda se preocupas - fiz parte dos seus sonhos, não foi isso? Jogo palavras frias e me aqueço por dentro sem que você perceba – não posso dar pistas, honey. Vou levando assim meio naja o ódio e o amor por você - ora um, ora outro. Me conformo, não há como negar, a explicação talvez seja essa: haverá sempre um nós – ou um nó cego – decretado por nós num beijo-ou-coisa-assim que nunca se desatará. Te mando em silêncio ótimas vibrações e te perdoô – talvez eu tenha aprendido o significado disso, perdoar – verbo forte. Acho que consegui. Guardo um carinho enorme e não é preciso que saibas.

Um beijo. Vários beijos. E o meu melhor sorriso.

Te cuida, mô.

2 comentários:

Bárbara Mendes disse...

Sou sua fã, de verdade.
Sem palavras! *-*

Thayane Monê Leans disse...

você é impressionante. simplesmente.